A PREVALÊNCIA DE TRINCAS EM DENTES RESTAURADOS COM AMÁLGAMA


Ano de Publicação: 2023
Autor(es): Gabriel Gonçalves Dias; Marina Velloso Pimenta
Orientador(es): Rodrigo Dantas Pereira

Introdução: Apesar do amálgama apresentar bons atributos, existem contrapontos, como o aspecto metálico, que prejudica a estética e a sua incapacidade de união a estrutura dentária, fazendo-se necessário preparo cavitário retentivo, que exige, em muitos casos, a remoção de tecido dental sadio, o que reduz a resistência à fratura dental. Além disso, o material é sujeito à corrosão e à corrente galvânica e deformação em baixas temperaturas, o que propicia o aparecimento de defeitos marginais. 

Objetivo: Avaliar a prevalência de trincas em dentes posteriores restaurados em amálgama. 

Materiais e métodos: Foi realizado um estudo com abordagem observacional e quantitativo, no qual foram avaliados pacientes atendidos em disciplinas de uma clínica-escola de faculdade particular. Foram incluídos pacientes que apresentaram uma restauração classe I simples ou composta, envolvendo a face oclusal, ou classe II simples ou composta em dente posterior, e dente homólogo hígido. Foram coletados dados da condição do dente restaurado, movimentos mandibulares, condição do dente antagonista e facetas de desgaste. 

Resultados:  Foram avaliados 8 pacientes, com 10 dentes analisados, sendo a maioria das restaurações avaliadas eram classe I oclusal. Verificou-se uma diferença significativa quanto à presença de trincas em dentes restaurados e dentes hígidos (p=0,003). Os dentes restaurados em amálgama apresentaram uma maior prevalência de trincas (80,0%) quando comparados aos dentes hígidos (10,0%). 

Conclusão: Dentes restaurados com amálgama são mais propensos a apresentar trincas, as quais podem acometer uma ou mais faces de dentes posteriores.