CONHECIMENTO TEÓRICO-PRÁTICO DE CIRURGIÕES-DENTISTAS SOBRE EMERGÊNCIA MÉDICA NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA


Ano de Publicação: 2023
Autor(es): Breno Botelho Meira; Eduardo Dias Braz Correa; Ana Tereza Silva e Diogo
Orientador(es): Pedro Eleutério dos Santos Neto

Introdução: O tratamento odontológico pode desencadear estresse e ansiedade, contribuindo para emergências médicas, especialmente em pacientes com condições sistêmicas. A emergência é definida como um agravo à saúde que exige ação imediata. Cirurgiões-dentistas devem registrar sinais vitais durante o atendimento, proporcionar suporte básico de vida e estar preparados para lidar com emergências, apesar da falta de habilidade prática em alguns casos. A administração de fármacos endovenosos e o uso de equipamentos são reconhecidos, mas há carência de treinamento. Apesar dos avanços tecnológicos, a preparação para emergências médicas ainda é insuficiente na odontologia. 

Objetivos: o objetivo deste estudo foi analisar o conhecimento teórico e prático de cirurgiões-dentistas no atendimento de emergências médicas em odontologia. Foram incluídos os cirurgiões-dentistas registrados no Conselho Regional de Odontologia que realizam atendimento no município de Montes Claros-MG. 

Método: a coleta de dados ocorreu por meio de questionário on-line com 70 questões, nas quais foram abordados aspectos sociodemográficos, formação profissional e conhecimento teórico e prático sobre suporte básico de vida e indicação/uso de medicamentos e equipamentos em emergência no consultório odontológico. 

Resultados: 43 profissionais responderam ao questionário, sendo 60% mulheres e 53% com mais de 10 anos de formado. 41 dentistas possuíam esfigmomanômetro e estetoscópio. Crises de ansiedade, lipotimia e hemorragia foram os eventos médicos mais presenciados, enquanto infarto e acidente vascular encefálico foram menos comuns. Em média, apenas 27% se sentiam seguros em prestar o atendimento inicial. 63% mostraram-se insatisfeitos com a abordagem desse tema na graduação. 

Conclusão: verificou-se que, apesar de os dentistas considerarem o conhecimento teórico e prático no atendimento de emergências médicas importante, a maioria não se sente segura em usar os equipamentos e medicamentos necessários nessas situações e não sentem segurança em usá-los. O glicosímetro e o oxímetro estavam presentes, respectivamente, em 13 (30%) e 21 (48,8%) dos consultórios. A medicação mais presente foi o anti-histamínico (37%), sendo que 40% não possuíam nenhum tipo de medicamento e a maioria não se sentia segura no uso deles.