PREVALÊNCIA DAS CONDIÇÕES PULPARES E PERIAPICAIS DOS PACIENTES ATENDIDOS NA FACULDADE DE CIÊNCIAS ODONTOLÓGICAS – FCO


Ano de Publicação: 2023
Autor(es): Guilherme Leal Praes; Luis Henrique Freitas Veloso
Orientador(es): Marisa de Matos Ferraz Pêgo

Introdução: O diagnóstico correto é primordial para o plano de tratamento de excelência na odontologia, sobretudo quando a principal queixa do paciente possui relação à dor de origem odontogênica. 

Objetivo: O presente trabalho objetivou estudar os diagnósticos endodônticos da Faculdade de Ciências Odontológicas/MG, estabelecendo o padrão de resposta ao conjunto de testes semiotécnicos empregados e a prevalência dessas patologias. 

Métodos: Foram selecionados 158 anexos de endodontia no período de 2021 a 2023, os dados foram coletados e tabulados no Microsoft Excel e realizou-se a análise descritiva e associativa com teste Qui-quadrado de Pearson através do software estatístico SPSS 29.0. A pesquisa obteve aprovação do comitê de ética pelo protocolo n: 5.901.574. 

Resultados: Das 88 patologias pulpares diagnosticadas, 71,6% foram de necrose pulpar, seguido pela pulpite irreversível (23,1%) e pulpite reversível (1,14%). Dos fatores etiológicos registrados a cárie foi o fator causador mais citado (54%). Pré-molares foram os dentes mais acometidos. Das patologias periapicais diagnosticadas 56,82% foram do sexo feminino e 43,18% do sexo masculino. A necrose pulpar obteve maior ocorrência entre tais patologias e em relação à idade a quarta década de vida foi mais acometida, com 21,6% dos casos. 

Conclusão: Pode-se afirmar que a cárie dentária emergiu como o principal fator associado às alterações pulpares e periapicais no estudo em questão. Dos testes semiotécnicos utilizados, a resposta negativa ao teste ao frio foi a que apresentou maior prevalência, o que se associa diretamente ao maior número de casos de necrose pulpar, seguido da sensibilidade à percussão.