PREVALÊNCIA DE FRATURA DE INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS EM CLÍNICA-ESCOLA
Ano de Publicação: 2023
Autor(es): Cláudia Mendes Godinho Moreira; Isadora Guimarães Antunes
Orientador(es): Rodrigo Dantas Pereira
Introdução: o tratamento endodôntico busca prevenir e tratar as condições pulpares e suas repercussões sobre os tecidos periapicais. No entanto, durante a realização de procedimentos, pode haver intercorrências, sendo a mais frequente a fratura de instrumentos endodônticos.
Objetivo: avaliar a prevalência de fratura de instrumentos endodônticos na clínica-escola da Faculdade de Ciências Odontológicas – FCO de Montes Claros.
Materiais e Métodos: foram avaliados registros radiográficos dos pacientes atendidos nos anos de 2021 e 2022 na clínica-escola da FCO submetidos a tratamento endodôntico, em que se avaliou o dente tratado, a presença de instrumento fraturado, o tipo de instrumento, o comprimento, terço radicular e a resolução do caso. Os dados foram tabulados e analisados no software SPSS 20.0.
Resultados: foram identificados 580 procedimentos endodônticos com 13 instrumentos fraturados (2,2%) com comprimento entre 1,0mm e 17,0mm. As fraturas de instrumentos apresentaram maior prevalência no terço apical e em canais curvos, finalizados com obturação até a linha de fratura, a qual foi maior em dentes posteriores se comparados a anteriores (p = 0,002), inferiores quando comparados a superiores (p = 0,013) e em molares inferiores quando comparados aos superiores (p = 0,045).
Conclusão: a prevalência de fratura de instrumentos foi baixa. As fraturas presentes foram principalmente de instrumentos de NiTi no terço apical de molares inferiores em que foi possível a obturação do canal até o instrumento fraturado.