CONHECIMENTO SOBRE EXTRAÇÕES DE TERCEIROS MOLARES EM UMA CLÍNICA-ESCOLA
Ano de Publicação: 2024
Autor(es): Carlos Daniel Almeida Ribeiro; João Victor Veloso Patrício; Maria Vitória Cardoso Sobral
Orientador(es): Ludmilla Regina De Souza David
Introdução: Os terceiros molares são os últimos dentes a irromperem na cavidade bucal e, na maioria das vezes se encontram em posição de inclusão.
Objetivo: O presente trabalho objetivou avaliar o conhecimento dos acadêmicos de odontologia sobre extração dos terceiros molares e eventuais complicações cirúrgicas e pós- cirúrgicas.
Materiais e métodos: Realizou-se um estudo transversal, quantitativo e descritivo, aprovado pelo comitê de ética sob nº 7.007.018. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário próprio aplicado a acadêmicos de odontologia do 6º ao 9º período contendo questões sobre o conhecimento dos acadêmicos sobre as extrações de terceiros molares e possíveis complicações. Os resultados foram analisados no Microsoft Excel.
Resultados: Com adesão de 91 acadêmicos, a maioria deles indicou extração por pericoronarite. A remoção da sutura é realizada em 7 dias por 95,6% dos participantes. Em caso de complicações durante a cirurgia a grande maioria nunca teve experiência com complicações (94,3%). Quando avaliados sobre o conhecimento em situação de hemorragia, 47,2% dos acadêmicos optaram por realizar a compressa como tratamento. Não fazer bochechos em 48 horas, não realizar atividade física e não se alimentar com alimentos quentes são as recomendações mais indicadas após o ato cirúrgico. Profilaxia antibiótica é recomendada por 70,2% dos acadêmicos em casos de diabetes e hipertensão. Nas complicações pós-operatórias, a maior parte dos acadêmicos não tiveram essa experiência com seus pacientes (88,3 %). Diante de um tratamento de alveolite a conduta de escolha da maioria dos acadêmicos é realizar o tratamento com alveolex associado a eugenol (47,4%). Nos tratamentos de edemas, praticamente metade dos acadêmicos optaram por compressa gelada (42,5%). Em caso de trismo, 30,9% dos acadêmicos não tinham conhecimento sobre o tratamento indicado e 29,0% indicariam relaxante muscular. Em infecções pós-operatória, grande parte deles optaram por uso de antibioticoterapia de 5 a 7 dias (74,2 %).
Conclusão: Concluímos que os acadêmicos de odontologia apresentam um conhecimento básico para a realização de extração simples e sem intercorrências, mas com pouco conhecimento e experiência com complicações durante o ato cirúrgico e pós-operatórias.