RELAÇÃO DO DIAGNÓSTICO, MÉTODO DE TRATAMENTO E MORTALIDADE PARA O CÂNCER DE PARÓTIDA


Ano de Publicação: 2024
Autor(es): Anna Julia Ramos Barbosa; Rayanne Araújo Rodrigue; s Victor Gabriel Dias Antunes
Orientador(es): Edmilson Martins de Freitas

Introdução: a glândula parótida é um órgão responsável por produzir secreções protetoras, lubrificantes e digestivas. Embora 80% dos tumores salivares ocorram na parótida, neoplasias malignas são relativamente raras. O tratamento geralmente envolve radioterapia, cirurgia e quimioterapia. 

Objetivo: este estudo tem objetivo de analisar diagnóstico, tratamento e mortalidade do câncer de glândula parótida em Montes Claros - MG, comparada com o estado de Minas Gerais, no período de 2020 a 2022. 

Materiais e Métodos: foram utilizados dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), abrangendo o período de 2020 a 2022. O foco foi na prevalência de câncer de glândula parótida, com análise descritiva para o município de Montes Claros e seu estado, Minas Gerais. 

Resultados: em Minas Gerais, foram diagnosticados 138.760 casos de câncer de glândula parótida entre 2020 e 2022. Em Montes Claros, foram 35 diagnósticos. Em Minas Gerais, a mortalidade foi mais alta em indivíduos com 80 anos ou mais, com 31 casos. Em Montes Claros, a mortalidade foi registrada em faixas etárias específicas, com 3 casos. 

Conclusão: concluiu-se que Minas Gerais teve mais pacientes tratados mais com cirurgia do que com quimioterapia. Contudo, em Montes Claros, inverteu-se o resultado, onde há mais cirurgias do que tratamento com quimioterapias. A mortalidade de ambas as regiões foi predominante no sexo masculino, sendo que Minas Gerais apresenta menor taxa de mortalidade em relação aos diagnósticos, comparado a Montes Claros, possivelmente pelo maior uso da cirurgia como tratamento.