TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UM DESAFIO NA PERCEPÇÃO DE ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS ODONTOLÓGICAS-FCO


Ano de Publicação: 2024
Autor(es): Ágatha Thicyane Gomes Santos; Bárbara Pereira Rocha; Rayanne Taísa Santos Costa
Orientador(es): Carla Cristina Gonçalves Costa; Luciana Mara Barbosa Pereira

Introdução: O atendimento odontológico a pacientes com TEA requer manejo especializado e capacitação dos profissionais dentistas para oferecer cuidados adequados à essa população. 

Objetivo: Analisar a percepção dos acadêmicos de odontologia em relação ao tratamento odontológico de pacientes com TEA. 

Metodologia: Estudo transversal, quantitativo e analítico realizado com os acadêmicos do quinto e décimo período de Odontologia. Coleta de dados online por meio do Google Forms, via Whatsapp. A variável dependente estava relacionada à percepção dos acadêmicos sobre o transtorno e as independentes incluíram aspectos sociodemográficos, nível de conhecimento e grau de segurança quanto à conduta clínica. 

Resultados: A amostra incluiu 59 acadêmicos; 59,5% matriculados no quinto período, 71,2% do sexo feminino e 25,42% não naturais de Montes Claros. A caracterização dos participantes não teve relação com a presença de autistas na família (P>0,05). Alunos do quinto período sentem-se despreparados para lidar com pacientes autistas enquanto os estudantes do décimo período sentem-se preparados (P=<0.001) e com maior conhecimento sobre suas características, o que indica, também, uma melhoria na percepção de qualidade no ensino ao longo da formação acadêmica (p=0.021). Também foi possível a avaliação dos principais desafios durante o atendimento ao paciente com TEA em associação aos períodos (p=0.065). 

Conclusões: O estudo revela disparidades significativas no conhecimento, preparo e utilização de estratégias para criar um ambiente favorável para o atendimento a pacientes autistas. Os alunos do décimo período demonstraram números mais positivos nesses aspectos. Também é possível observar uma tendência significativa de melhoria em relação à percepção quanto à qualidade do ensino oferecido pela faculdade no que diz respeito ao atendimento ao paciente autista.