PERCEPÇÃO E DESAFIOS DE ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA NA PRESCRIÇÃO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS E SEUS EFEITOS ADVERSOS


Ano de Publicação: 2025
Autor(es): Emilly Maria Veloso de Almeida; Hiago Lopes de Souza; Thiago Caldeira Mota de Castro
Orientador(es): Paulo Henrique Neves Santos

Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção dos estudantes de Odontologia, da Faculdade de Ciências Odontológicas (FCO), sobre a prescrição de anti-inflamatórios e seus efeitos adversos, identificando como esse conhecimento evolui ao longo dos períodos acadêmicos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), sob o Parecer nº 7.393.125. A pesquisa foi realizada com 118 alunos do 6º ao 10º período, exceto o 8º, maiores de 18 anos, utilizando um questionário validado por especialistas, composto por 15 itens (14 objetivos e 1 dissertativo). A validação do instrumento seguiu o Content Validity Index (CVI), e a coleta de dados ocorreu presencialmente, com posterior análise quantitativa e qualitativa. Os dados revelaram que 60% dos acadêmicos se sentem seguros para prescrever anti-inflamatórios, enquanto 48% afirmaram ter bom ou excelente conhecimento sobre a diferença entre AINEs e AIEs. O Ibuprofeno foi citado como o fármaco mais utilizado (87%). Entre os principais desafios relatados, destacam-se a escolha do medicamento adequado (33%) e o manejo de comorbidades (28%). Além disso, 54% orientam contra a automedicação e 45% prescrevem para gestantes apenas quando estritamente necessário. A análise qualitativa indicou que o avanço nos períodos letivos está associado a maior segurança e criticidade na prescrição, embora ainda haja lacunas quanto à análise de riscos e interações medicamentosas. Conclui-se que a maturidade clínica e o ensino farmacológico integrado ao raciocínio clínico favorecem uma prática mais segura, ética e eficaz.